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terça-feira, 18 de maio de 2010

Quando me Aproximo de Você

Quando me Aproximo de Você, de Ruth Bebermeyer

Quando me aproximo de você, quero que veja
Não é para nascer de você, é para me entregar.
Sei que você não pode me dar eu, não importa o que faça.
Tudo que sempre quis de você é você.
Sei que tem medo de cercas, sofre com prisões passadas.
Não sou a primeira a sentir isso e não serei a última.
O falcão em seu coração não se prende à terra com meus grilhões.
A menos que não tenha consciência de que pode voar.
Quando me aproximo de você, gostaria que soubesse
Não quero invadir seu espaço, quero tocá-lo e crescer.
Quando o seu e o meu espaço se encontrarem, cada um não é menos, é mais.
Nós tornamos nosso espaço o que não era antes.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

AS MELHORES DUPLAS.


Só clicar na imagem para conseguir visualizar melhor.
Não resisti quando recebi esse email...rs

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças.

“Abençoados sejam os esquecidos, pois tiram maior proveito do equívoco” F. Nietzsche

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Para quem também acha que ainda falta alguma coisa.

"(...) e eu gostaria de lhe pedir da melhor maneira que posso, meu caro, para ter paciência em relação a tudo que não está resolvido em seu coração. Peço-lhe que tente ter amor pelas próprias perguntas, como quartos fechados e como livros escritos em uma língua estrangeira. Não investigue agora as respostas que não lhe podem ser dadas, porque não poderia vivê-las. E é disto que se trata, de viver tudo. Viva agora as perguntas. Talvez passe, gradativamente, em um belo dia, sem perceber, a viver as respostas. Talvez o senhor já traga consigo a possibilidade de construir e formar, como um modo de viver especialmente afortunado e puro; eduque-se para isso. Mas aceite com grande confiança o que vier, e se vier apenas de sua vontade, se for proveniente de qualquer necessidade de seu íntimo, aceite-o e não o odeie.”

Cartas a um jovem poeta, Rainer Maria Rilke.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Meu tipo inesquecível.

"Sua reticência era confundida com frieza, mas, no fundo, tinha um grande coração. Um dia, ao presenciar um horrível desastre numa mina, não conseguiu repetir sua sobremesa de torta de maça. Seu silêncio também confundia as pessoas - na verdade, ele considerava a fala um meio de comunicação obsoleto, pelo que preferia dizer até mesmo suas coisas mais íntimas através de bandeirinhas de sinalização."

Que Loucura! - Woody Allen

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Benjamim Schianberg, o professor do amor.

"Alguns homens sublimam seus desejos, projetando-os num plano apenas mental, e isso é suficiente para satisfazê-los. Outros, apesar de resistirem com diferentes graus de esforço, acabam por ceder às tentações. São o que se chama de 'homens de sangue quente'. Ao se apaixonar, um 'homem de sangue quente' experimenta o desamparo de sentir-se vulnerável. O Amor platônico, o 'maldito amor complacente'. Homens de sangue quente, nunca se sujeitam a esse gênero de amor. Preferem abdicar, se a situação for irremediável, a ser passivos como aqueles que se rendem à esplêndida ilusão do amor platônico. Por que somos seduzidos por algumas coisas e por outras não? Se dominássemos os nossos impulsos, não seriamos mais felizes com isso, mas é certo que muita coisa seria evitada - guerras inclusive. Muitas vezes, entre os amantes, em adição às afinidades do corpo, surge uma sintonia mental, intelectual, que ao propiciar jogos, provocações e brincadeiras privado acentua ainda mais o caráter de cumplicidade na relação. Casais costumas estabelecer espaços particulares de comunicação, inacessíveis ao restante da manada humana ao redor. Intimidade psíquica. Apenas 2,4% da humanidade é feliz. Essa ínfima minoria, integrada por monges trapistas, alguns matemáticos, noviças abobadas e uns poucos artistas, gente conservada na calda da mansidão à custa de poesia ou barbitúricos. Um clube de dementes de categorias variadas, malucos de diversos calibres. Gente esquisita, que vivi alheia nas frestas da realidade. Só assim conseguem entregar-se por inteiro aquilo que consagram como objeto de culto e devoção. Para viver num estado de excitação constante, confinados num território particular, incandescente, vedado aos demais. Uma reserva de sonho contra tudo que não é doce, sutil ou sereno. É o mais próximo da felicidade que podemos experimentar."


Fonte: Livro "Eu receberia as piores noticias dos seus lindos lábios" - Marçal Aquino

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Comer, Rezar, Amar

“Todas essas perguntas tornaram a surgir em minha mente esta tarde, quando descobri um banco tranqüilo em um dos jardins do ashram e decidi ficar sentada meditando durante uma hora (…). Infelizmente eu havia me esquecido do que “pinta” na Índia ao entardecer: mosquitos. Assim que me sentei naquele banco em meio ao crepúsculo, pude ouvir os mosquitos voando em minha direção, roçando em meu rosto e aterrisando – em um ataque coletivo – na minha cabeça, tornozelo, braços. E, em seguida, senti suas picadas pequenas e vorazes. Não gostei daquilo. Pensei: “Esta é uma hora ruim do dia para praticar meditação Vipassana”.
Por outro lado – quando seria uma boa hora do dia, ou da vida, para ficar sentada em alheia imobilidade? Quando é que não existe nada zumbindo em volta, tentando distrair você e provocar alguma reação? Então tomei uma decisão. (…) Propus uma experiência a mim mesma – e se eu agüentasse isto, para variar? Em vez de tapas e beliscões, e se eu agüentasse o desconforto sentada durante apenas uma hora de minha longa vida?
Então foi o que fiz. (…) Era uma tentativa amadora de auto-controle. Se eu conseguisse agüentar sentada aquele desconforto não-letal, então que outros desconfortos poderia um dia vir a agüentar sentada? E quanto aos desconfortos emocionais, que considero ainda mais difíceis de suportar? E o que dizer de ciúme, raiva, medo, decepção, solidão, vergonha, tédio? (…)
Mas houve algo de levemente emocionante para mim ao perceber que, durante meus 34 anos na Terra, nunca deixei de dar um tapa em um mosquito que estivesse me picando. Fiz isso automaticamente, assim como reagi a milhões de outros sinais ao longo da vida, grandes ou pequenos, de dor u de prazer. Sempre que alguma coisa acontece, eu reajo. Mas ali estava eu – ignorando o reflexo. Eu estava fazendo uma coisa que nunca tinha feito antes. Uma coisa pequena, tudo bem, mas quando foi que eu pude dizer isso? E o que serei capaz de fazer amanhã que ainda não sou capaz de fazer hoje?
Quando tudo terminou, levantei-me, andei até meu quarto e avaliei o estrago. Contei cerca de vinte picadas de mosquitos. Meia hora depois, porém, todas as picadas haviam diminuído de tamanho. Tudo passa. Depois de algum tempo, tudo acaba passando.”
Trecho do Livro Comer, Rezar, Amar da escritora Elizabeth Gilbert.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Things I Like

quinta-feira, 16 de julho de 2009

terça-feira, 7 de julho de 2009

Como era sua vida há um ano atrás?!

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda peão
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.

Chico Buarque

quarta-feira, 27 de maio de 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Pra quem procura o equilíbrio....

Toda quarta recebo a B.Coolt, e pra ser sincera raramente eu leio o editorial, mas hoje eu li e gostei. O texto é simples, uma histórinha bobinha.....mas, se parar pra pensar diz muito!hehehe

O saudável equilíbrio da vida
(Jorge Colombo)
Ainda deitado na cama e de olhos fechados, Pedro fez um rápido check list mental das atividades do dia. Assim que acaba, respira fundo e se levanta. Diante do cotidiano retrato no espelho, escova os dentes e se dá conta que as luzes do dia haviam tingido a cidade com uma monocromática e fria escala de cinzas. Duas horas mais tarde, Pedro entra no escritório. Enquanto tira a mochila das costas, liga seu computador e senta em sua cadeira. Embora ansioso por repostas daquele novo projeto, seu telefone não toca toda a manhã e o decorrer do dia não tem maiores emoções além de apagar pequenos incêndios. Nos escassos minutos que dura seu terceiro café, Pedro começa a sentir um certo desânimo. De volta à sua mesa de trabalho, ele se dá conta de que nem sempre pode conseguir aquilo que planeja ou deseja. Que a vida é solidamente instável, não permite ensaios e que achar uma estabilidade é utopia infantil dos tempos modernos. Assim ele compreende que há beleza mesmo nos dias cinzas, e que o verdadeiro desafio é viver a vida intensamente. Lembra que os sonhos dos grandes sonhadores nunca se cumprem, sempre se superam. E contente com sua conclusão, sorriu.

domingo, 22 de março de 2009

Será que todo mundo procura um espaço intocado na cama?

Eu dormi mal hoje! E a culpa dessa vez não foi dos pensamentos idiotas, nem da bebedeira, nem do barulho das baladas que têm aqui perto. A culpa foi da falta de espaço geladinho na cama. Sabe quando você se mexe procurando um pedaço do lençol ainda intocado? Quando você vira o travesseiro pq ele já está fervendo? Então, eu passei boa parte da madrugada fazendo isso. Virei todos os travesseiros umas 50 vezes, procurei um pedacinho, podia ser bem pequeno, da cama gelado e nada!
Percebendo que a cama tinha ganhado a guerra leventei, acendi o abajur, tirei o edredom, abri todo o vidro da janela e ainda aproveitei pra beber água....mas não adiantou. Eu fiquei com muito frio, mas a cama continuou quente e eu continuei procurando um pedaço ainda não dominado pela quentura da cama. Desisti, não conseguia mais dormir.
Peguei o edredom jogado no chão, fui pra sala e deitei no sofá (que não é dos mais confortáveis). Fiquei olhando pro céu e quando percebi minha mente já estava dominada por um questionamento químico/físico: como é possível eu sentir muito frio e mesmo assim não suportar aquele lençol quente?!
Final da história: resto da madrugada no sofá, filosofando sobre coisas inúteis e dor nas costas no dia seguinte.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Acabei de ouvir isso e gostei...

“Nunca se vai mais longe
do que quando já não se sabe
para onde vai”. Goethe